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O Mistério da Hóstia Incorruptível
Foi em 14 de agosto de 1730, por volta das 18:00h, quando todos festejavam a
Assunção de Maria na Catedral, que ocorreu numa igreja mais afastada do centro
da cidade o roubo do de um cibório de prata contendo Hóstias Consagradas. Para
os católicos a Hóstia Consagrada representa o corpo de Cristo, por isso tal ato
comoveu toda a população local.
Depois de 3 dias, o ladrão que não foi identificado, devolveu as hóstias
depositando-as em um cofre de esmolas. Assim que Elas foram encontradas, a
notícia se espalhou e uma romaria de católicos lotaram a igreja de Santa Maria
(pequena abadia situada na cidade vizinha). O Arcebispo e algumas autoridades
eclesiásticas confirmaram serem aquelas as 351 hóstias roubadas da Basílica de
São Francisco em Siena. Tratou-se então de celebrar uma missa como forma de
retratação do sacrilégio e adoração ao Santíssimo.
O retorno das Hóstias Consagradas por si só não poderia ser considerado um
milagre.
Afinal o verdadeiro mistério ainda não havia ocorrido. Após algumas das hóstias
terem sido tomadas em comunhão pelo arcebispo e alguns fiéis, as demais ficaram
em exposição permanente na igreja. Meses se passaram até que o acontecimento não
mais se resumiu em apenas em roubo. Seguiram-se anos, décadas até que algo
MISTERIOSO foi exaltado como 'milagre'. "Aquelas hóstias feitas com água e
farinha não sofria corrupção nem ao menos foram atacadas por mofo."

Hóstias incorruptíveis desde 1730
Em 1780 a igreja resolveu fazer um estudo científico para tentar obter uma
resposta para o que estava acontecendo. Desde então foram onze intervenções
científicas. Sendo a última ocorrida em 1952. Uma explicação plausível não foi
encontrada, com tudo, especialistas como por exemplo o Dr. Siro Grimaldi da
Universidade de Viena, foram unânime em concluir: As Hóstias se encontram em
perfeita conservação desde 1730, e constitui um fenômeno que contradiz as leis
naturais da conservação orgânicas. É um fato único que desafia a ciência.
As Hóstias Sagradas encontram-se ainda hoje em exposição na Basílica de São
Francisco em Siena. Elas não estão em recipiente hermeticamente fechado, o que
significa que entram em contado com o ar. Apenas um selo do Arcebispo lacra o
ostensório para garantir que são as mesmas de 1730. Não é utilizado nenhum
conservante para protegê-las e elas nunca foram atacadas por fungos ou outro
agente nocivo a este tipo de substância.

Basílica de São Francisco de Siena,
onde se encontram expostas as Hóstias Sagradas
Já se passaram 276 anos e o mistério da Hóstia
incorruptível continua até hoje.
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